A florada do pequi é bastante bonita. Seu perfume se espalha aos quatro cantos. Foto Cefas Siqueira.

O pequi é uma fruta nativa do cerrado brasileiro. Mil mudas da espécie serão plantadas nas quadras 15, 23 e 25 do Park Way, formando no futuro um grande bosque.

 

Por Chico Sant’Anna

O Park Way vai ganhar mil mudas de pequis, fruta típica do cerrado e muito apreciada por humanos e animais. O plantio dessas mudas faz parte de um esforço em “replantar” o bairro, que abriga nascentes importantes para o Lago Paranoá e ainda é rico em fáuna silvestre. Ao todo, estarão sendo plantadas nas próximas semanas três mil mudas de diferentes espécies.

O pequi, Caryocar brasiliense camb, é uma fruta nativa do cerrado brasileiro. É também conhecido como: piqui, pequiá, piquiá, piquiá-bravo, amêndoa-de-espinho, grão-de-cavalo, pequiá-pedra, pequerim e suari. Seu significado na língua indígena é “casca espinhosa”.

A iniciativa é importante para resgatar a flora do Planalto Central. Quando da construção de Brasília, houve um remoção importante da vegetação original do cerrado, na área que abrigaria o Plano Piloto. “Os tratores não se limitaram a terraplanar os locais das ruas e prédios, levaram de roldão a vegetação de Cerrado que ocupava as futuras áreas verdes, que depois tiveram que ser revegetadas” – ressalta o jornalista e ativista ambiental José Carlos Sigmaringa Seixas.

Bom para a Saúde

Pesquisa, coordenada pelo biólogo César Koppe Grisólia, do Instituto de Ciências Biológicas e coordenador do Laboratório de Genética da UnB, atestou que o óleo extraído do caroço do pequi, além de retardar o envelhecimento celular também ajuda a proteger o coração, previne a arteriosclerose, controla a pressão arterial. Tudo isso porque sua polpa contém antioxidantes naturais  provenientes de um complexo de carotenoides, ômega 9, ácido palmítico, compostos fenólicos, ácido graxos e vitaminas A, B1, B2, B5 e C.

Você conhece as flores de Brasília? Conheça aqui a do Pequi

Parceria

As mudas de pequi foram doadas à administração regional do Park Way pela Farmacotécnica. A empresa mantém no Núcleo Rural da Vargem Bonita um viveiro para a produção de mudas. Elas serão plantadas nas quadras 15, 23 e 25 do bairro, formando no futuro um grande bosque. O uso de espécies do Cerrado em ações de reflorestamento apresenta, segundo José Carlos Sigmaringa Seixas, altas taxas de sobrevida e com baixa mortalidade precoce, se comparada à espécies exóticas.

“Além de ter uma florada muito bonita, a escolha do pequi também é uma maneira de valorizarmos a cultura do Centro-Oeste, porque ela é nativa daqui. É a nossa contribuição para melhorar a qualidade de vida dos moradores do Park Way”- ressalta o administrador regional, José Joffre Nascimento.

Haverá ainda o plantio de mais duas mil mudas de outras espécies. Serão contempladas com plantios de outras espécimes as quadras 14,16,19,20,21,22 e 24. Desse total, cerca de 700 mudas são provenientes do Viveiro Comunitário do Park Way, coordenado por Wilson Guedes, morador do bairro. De lá sairam saboneteiras, aroeiras, jatobás e moringa olerifera, dentre outras espécies.

Leia também:

Frutas do Cerrado

Na opinião de Sigmaringa, o GDF deveria priorizar o plantio de espécies do cerrado, em especial as frutíferas que podem atender também as aves silvestres, cada vez mais presentes nas áreas urbanas. “O Cerrado é virtuoso, possuem centenas de espécies que ocorrem naturalmente. As mais conhecidas são: o pequi, a cagaita, o araticum, a currióla, a mangaba, o baru, a gabiroba, o cajuzinho do cerrado, o bacuri, o jatobá, o araçá e tantas outras totalmente desconhecidas pelos brasilienses legítimos que nasceram e cresceram aqui”.

Você conhece e gosta de flores do Cerrado? Então, leia também: