O desconforto maior é entre os moradores das quadras 10, 11, 14 e da 26 a 29, mas atinge também à comunidade do Núcleo Bandeirante. É mais que desconforto. É medo. Principalmente, com que algo de pior possa acontecer, como já verificado, nas imediações dos Aeroportos de Congonhas e Campo de Marte, em São Paulo.

Por Chico Sant’Anna

 

A partir de março de 2019, o Aeroporto Internacional de Brasília poderá operar um pouso ou decolagem a cada 53 segundos. Serão 68 operações por hora. Esse intensivo vai-e-vem de aeronaves preocupa moradores do Park Way. Dependendo da direção dos ventos, os aviões decolam rumo às quadras do bairro ou aterrissam tendo como rota de chegada um trajeto sobre as residências.
Devido à proximidade às duas pistas, eles passam numa altitude baixa, trazendo muito ruído e vibrações.

A cada 53 segundos um avião estará chegando ou partindo de Brasília. Todos sobrevoando o Park Way.

Desconforto e apreensão

O desconforto maior é entre os moradores das quadras 10, 11, 14 e da 26 a 29, mas atinge também à comunidade do Núcleo Bandeirante. É mais que desconforto. É medo. Principalmente, com que algo de pior possa acontecer, como já verificado, nas imediações dos Aeroportos de Congonhas e Campo de Marte, em São Paulo.

Em petição ao Cindacta, moradores do Park Way alertam para o problema e pedem ao Cindacta mudança da rota de pouso e decolagem

Mesmo antes da ampliação, a quantidade de operações é grande. O Aeroporto de Brasília é o terceiro terminal mais movimentado do Brasil. E não há hora de sossego. Os aviões circulam com suas turbinas a todo vapor, inclusive de madrugada. Há reclamações especificas em relação a um cargueiro que costuma acordar os moradores por volta das quatro da manhã. “Parece que ele vai entrar pela janela do meu quarto”- reclama uma moradora.

Publicada originalmente na coluna BRASÍLIA, POR CHICO SANT’ANNA, no semanário Brasília Capital.

Petição ao Cindacta

Uma petição, acompanhada de abaixo-assinado, já foi encaminhada ao Cindacta, órgão que define as rotas de chegada e saída das aeronaves, com cópia à Anac. Nela, os moradores afirmam ter o “direito de viver em nossas casas com segurança e tranquilidade… o incômodo não se restringe somente ao ruído dos aviões, há uma preocupação constante com a nossa segurança. Torcemos para que nada de pior aconteça, mas como os aviões passam por cima de muitas casas, a qualquer momento, um acidente pode acontecer e nos atingir”. Até o momento, nenhuma autoridade se pronunciou.