Por Luiz Martins da Silva

[Na persona de Raimundo Correia]

Esquecidas as primeiras lamas criminosas,
Outra mais vem, e mais outras sem limite.
São rejeitos da inconsequência e do desdém,
A destruir vidas, do pouco que ainda resta.

O tempo passa e, mesmo com tantas mortes,
A negligência prepara novas tragédias.
Outra vez ruflam os rejeitos sobre os vales,
Fazendas, sítios, gados, gente e mais gente.

Dos corações escorre também a esperança.
Os sonhos, um a um, céleres voam,
Como voa a lama dos lamaçais.

Na impunidade pelas vidas que não voltam,
As usinas permanecem as matrizes da cobiça.
Minério a todo custo, pois isto é o que exporta.