Uma sombra de medo e terror ainda paira sobre os ombros de muita gente no Brasil: o Golpe Militar de 1964.
Impulsionados por uma postura de subserviência aos interesses norte-americanos, uma burguesia conservadora, empresários pouco nacionalistas e forças militares que conspiravam desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a frágil democracia brasileira, restituída após o Fim do Estado Novo, sucumbiu à baioneta.

Em 2004, quando o Golpe completava 40 anos e muitos de seus personagens e atores ainda estavam vivos, como Leonel Brizola, Plínio de Arruda Sampaio, Coronel Jarbas Passarinho, Coronel Aviador Hernani Fittipaldi, Dom Paulo Evaristo Arns, rodamos para a TV Senado, em parceria com o documentarista César Mendes, o Documentário 1964: 40 anos depois. Desses 40 anos, 21 sob a tutela do Regime Militar, um período obscuro em que o arbítrio prevaleceu.
Trata-se de um denso trabalho, com mais de 40 horas de gravações com dezenas de personagens que atuaram de um lado ou do outro do balcão. O resultado final se materializou em um documentário de quase três horas de duração (2h54min).

Decorridos mais de meio século do Golpe e diante do debate esquizofrênico que se desencadeia na atual conjuntura nacional, é importante retirá-lo das estantes do acervo da TV Senado e trazer a público para que antigas e novas gerações possam ter um embasamento maior do que se passou no Brasil sob a perspectiva daqueles que vivenciaram o 31 de março.

O documentário 1964: 40 anos depois, sob a direção de Chico Sant’Anna e César Mendes,
está disponível no youtube e pode ser visto clicando também aqui.