Paulo Chagas foi candidato ao governo do DF pelo PRP em outubro passado e ironizou a decisão da Corte, que bloqueou suas redes sociais.

 

Com base em texto publicado no autor Misto Brasília

 

O general da reserva Paulo Chagas, que foi candidato ao governo do Distrito Federal no primeiro turno das eleições de outubro passado, é alvo de uma operação da Polícia Federal.

Os mandados de busca e apreensão em três unidades da Federação, São Paulo, Goiás e Distrito Federal, foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, no âmbito do inquérito aberto pelo STF para investigar as supostas “fake news” (notícias mentirosas) contra os ministros da Corte.

Em março deste ano, informa o portal de O Estado de São Paulo, Paulo Chagas disse que os ministros da Suprema Corte deveriam ser, eles próprios, os alvos do inquérito sobre fake news.

“Os ministros do STF devem ser os principais alvos do inquérito mandado instaurar por Dias Toffolli. Eles são os grandes responsáveis pelas agressões e pela desmoralização das instituições republicanas.”

Paulo Chagas tem hábito de fazer críticas ao Legislativo e ao Judiciário nas redes sociais. No ano passado, o general teria afirmado, segundo o site JusBrasil, que o Supremo viria demonstrando “capacidade de ser leniente com a corrupção e de fazer lambança”, mas “o Brasil é, seguramente, maior do que a inferioridade da sua Constituição e da sua Suprema Corte e, graças a Deus e aos bons brasileiros, sobreviverá à utopia e a todos os seus vícios e vedetismos e assistirá ao retorno da sabedoria, da isenção e do bom senso ao palco maior da Justiça”.

A operação na casa do Gal. Paulo Chagas fez parte de um rol de dez operações da Polícia Federal ordenadas por Alexandre de Moraes. Na rede social, Paulo Chagas, que nas eleições passadas ao GDF obteve 7,5% dos votos válidos, alcançando a quarta posição, reagiu de forma irônica quanto à decisão do STF:

“Caros amigos, acabo de ser honrado com a visita da Polícia Federal em minha residência, com mandato de busca e apreensão expedido por ninguém menos do que ministro Alexandre de Moraes. Quanta honra! Lamentei estar fora de Brasília e não poder recebê-los pessoalmente”.

Chagas está proibido de usar Twitter, Facebook, Instagram e WhatsApp. A determinação chegou pouco depois que a residência do general foi alvo de busca e apreensão por determinação do ministro do STF, Alexandre de Moraes.