Dos três novos destinos, o Peru será o segundo a entrar em operação. Foto de Chico Sant’Anna.

A posição geográfica de Brasília é estratégica para que a cidade sirva de base para conexões de voos internacionais de mais longa distância, em especial da Europa e América do Norte. Com a existência dessas novas linhas, um passageiro proveniente do hemisfério Norte poderá fazer a conexão em Brasília para prosseguir viagem a outros destinos sul-americanos e vice-versa.

Por Chico Sant’Anna

Até o final do ano, Brasília passará a ganhar três novos voos internacionais, rumo a países da América do Sul. Os novos destinos internacionais são: Santiago (Chile), Lima (Peru) e Assunção (Paraguai). Os novos voos entrarão em operação de forma gradativa: em 15 de outubro passarão a funcionar com três frequências semanais – às terças, quintas e sábados – as linhas diretas para a capital chilena. Todos os novos voos serão operados pela Latam.

A ligação Santiago Brasília já estava prevista para acontecer desde antes da fusão Lan e Tam. Entretanto, a junção das duas empresas fez com que o projeto fosse adiado.

Para Lima, os voos começam em 14 de novembro, também com três frequências semanais:  segundas, quintas e sábados. Brasília já contou com uma ligação direta para Lima, operada à época pela empresa TACA, do grupo Avianca, posteriormente, o destino foi alterado para Bogotá e depois extinto. Para o Paraguai, os voos tem início em dezembro de 2019.

A Cidade de Valparaizo, na borda do Pacifico, é uma das belezas chilenas que estarão mais próximas do brasiliense. Foto de Chico Sant’Anna.

Hub sul-americano

A posição geográfica de Brasília é estratégica para que a cidade sirva de base para conexões de voos internacionais de mais longa distância, em especial da Europa e América do Norte. Com a existência dessas novas linhas, um passageiro proveniente do hemisfério Norte poderá fazer a conexão em Brasília para prosseguir viagem a outros destinos sul-americanos e vice-versa.

Além disso, os vôos internacionais partindo de Brasília, além de maior conforto para o passageiro brasiliense, passa a constiuir uma alternativa mais ágil para passageiros das regiões Norte e Centro-Oeste, quase sempre obrigadas a viajar até São Paulo para seguir no seu destnsino.

Não há informações ainda sobre os preços das passagens, mas uma tradição das empresas tem sido cobrar mais caro pelas passagens aéreas, mesmo considerando que os voos são tem duração mais curta do que aqueles que parte da Região Sudeste.

Leia também: 

Desenvolvimento econômico

A criação dessas novas linhas acontece em decorrência da redução do ICMS sobre combustível de aviação de 12%, poderá chegar a 7%. A medida foi proposta no início do ano pelo Governo do Distrito Federal (GDF) e aprovada na Câmara Legislativa (CLDF).

A expectativa é a ampliação dos passageiros que se valem do terminal JK nas viagens internacionais. Nos três primeiros meses de 2019, o Aeroporto de Brasília recebeu 170 mil pessoas que se valeram de  1.216 vôos com rotas destinadas ou provenientes do exterior.

O Turismo, Nacional e Internacional, são alternativas importantes para o desenvovimento econômico e sustentável da cidade. Novos empregos são gerados, não apenas no funcionamento da máquina da aviação: gestão de aeroportos, limpeza, alimentação, manutenção, dentre outros. Se simultanemente o Poder Público e a iniciativa privada criarem condições de atrair os turistas, de forma que ele passe alguns dias na Capital Federal, o comércio local, a hotelaria e o setor de bares e restaurantes, além de taxistas, uberistas, todos terão mais renda e emprego.

Mas há uma tarefa cara a ser feita: a recuperação e a colocação em funcionamento dos atrativos turisticos do DF, tais como a Torre Digital e o Teatro Nacional. Segurança Pública e Mobilidade Urbana também são setores que quando funcionam condignamente tendem a fazer com que o turista permaneça mais tempo na cidade.