Por Luiz Martins da Silva

Acordo, de costume, com um firme propósito.
Alguns por repetição, em geral, pedidos
Do Coração, a me azucrinar os ouvidos:
Quando, afinal, me farás feliz, oh, sujeito?

Por um triz, me arrisco. Da próxima vez,
Quem sabe, me deparo na cidade,
Ela, em pessoa, sorrindo, com altivez,
Ronronando indiferença, oi! Felina felicidade.

De cara, hei de quebrar aquelas juras,
Tantas, feitas à sombra de um grande arvoredo:
Nunca mais procurá-la, pois, de tanto medo.

Capricho bobo, desenhar solidão, vasto deserto,
A ir a ti, cavar caminho, nos rastros da lonjura.
Qual o que! Ébrio, resvalo, só em vê-la por perto.