Faltando três anos, ainda, para novas eleições no Distrito Federal, a rejeição a potenciais candidatos existentes no imaginário político social do brasiliense e a total indefinição da opção eleitoral que faria para escolher um novo governador são os comportamentos político eleitorais mais expressivos na atualidade da Capital Federal. É o que revela a mais recente levantamento da WHD Pesquisa e Estratégia. Veja abaixo, a análise de Hélio Doyle, responsável pelo levantamento.

 

Por Hélio Doyle

Hoje vamos mostrar quem está mais forte na disputa pelo governo em 2022. Ressalvando, porém, que uma pesquisa de intenção de votos a três anos das eleições não diz quem vai ganhar nem mesmo aponta favoritos, apenas permite identificar tendências e averiguar o potencial de possíveis candidatos.

A surrada expressão “se a eleição fosse hoje” não tem sentido algum, pois os candidatos não estão definidos, não há campanha em andamento e as pessoas respondem às pesquisas fora do clima e do ambiente eleitoral. Se a eleição fosse realmente hoje, provavelmente os resultados da pesquisa seriam bem diferentes.

A WHD Pesquisa e Estratégia ouviu em setembro 1.103 eleitores brasilienses para saber em quem votariam para governador e, com margem de erro de três pontos percentuais, Ibaneis Rocha (MDB) lidera nas menções espontâneas (20%) e nas estimuladas (24%). Na espontânea, Ibaneis perde para “não sabe” (24%) e para “ninguém” (24%), um índice baixo tendo em vista a distância para as eleições. Na estimulada, está à frente de “nenhum” (21%).

É natural que o governador lidere, e seus percentuais de 20% na espontânea e de 24% na estimulada, embora baixos tendo em vista os 70% dos votos recebidos em 2018, refletem firme intenção de voto. Os 24% que o escolheram na estimulada estão abaixo dos que consideram seu desempenho no governo “ótimo” (5%) e “bom” (23%). O ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB) tem 8% na espontânea e 12% na estimulada. Também é o esperado, tendo em vista que ele tem seguidores firmes e 12% é a faixa em que se manteve durante todo o primeiro turno em 2018.

Aí vem a surpresa: a deputada federal Flávia Arruda (DEM) recebeu 2% nas intenções espontâneas e 13% nas estimuladas. Esses números mostram que ela, com menos de um ano de mandato, tem potencial para disputar a eleição para governador. Um candidato do PT receberia 13% dos votos na intenção estimulada — e é nessa faixa, dos 12%, que se estima hoje o eleitorado firme do partido no Distrito Federal, embora em 2018 a maioria dos eleitores tidos como petistas não tenha votado no candidato do partido.

Logo a seguir vêm os três senadores, todos já considerados potenciais candidatos ao governo em 2022. Na espontânea, empate técnico: Reguffe (Podemos) com 1,4%, Leila (PSB) com 1,2% e Izalci (PSDB) com 0,8%. Na estimulada, também empate: Reguffe e Leila com 7% cada um e Izalci com 4%.