Poema de Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna 

[Para a poetisa Tita Lima]

Sala, a ver com sanctum?
Em todo caso, consagro
Casulo, recolhimento.
Mesmo, aos quatro cantos,
Esparsos mimos, de acervo.

Manias, sim. Ritos, também.
Poucos e escassos toques.
Um aqui, outro, ali, amanhã.
Feito clamor, desde o primeiro
Nome de casa, útero.

Chá, café, leite, mate…
Um pedaço de pão. E as frutas,
Em poses de natureza viva,
Quase quadro. A parede, sã.
Silêncio de reboco novo.

“Vivi, a fio”, dizia um avô,
“À procura de uma réstia
De sombra e água fresca”.
A copa, os galhos… O agasalho,
Do assoalho à cumeeira.

Há, pelas trilhas, sertões e veredas,
Nichos, sacrários, oferendas…
No Caminho do Inca, Uma:
Deixam alimentos, alentos
Para os andarilhos do futuro.