Mau tempo derruba divisórias internas do prédio que abriga o Centro de Convivência, danificando instalações elétricas ficaram danificadas. Atendimento foi suspenso na unidade

Por Fred Leão, da Lambada Comunicação. Fotos da Ascom Sindsasc

As divisórias internas do Centro de Convivência (Cecon) da Estrutural desabaram com ventos ocorridos na manhã desta quinta-feira (28/11). A estrutura elétrica da unidade ficou danificada e o atendimento ao público foi interrompido por tempo indeterminado.

As divisórias foram reinstaladas pela Administração Regional da Estrutural na tarde da quinta-feira, mas o incidente revela as condições precárias em que os servidores que trabalham no Cecon estão constantemente expostos. Além da insegurança física, as condições são consideradas insalubres de trabalho devido às más condições do prédio, de acordo com o Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc).

“O ocorrido dessa quinta retrata as condições de precariedade da maioria dos equipamentos públicos da assistência social. O Governo do DF não pode expor essas pessoas a esse tipo de risco”, avalia Clayton Avelar, presidente do Sindsasc. O Cecon atende pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade e risco social e é frequentado por servidores da assistência social, além de crianças e idosos.

O Sindsasc informa que já expôs à Secretaria de Desenvolvimento (Sedes) a situação de calamidade que afeta as unidades de atendimento da assistência social, mas os problemas não foram resolvidos. “O GDF não investe no necessário aumento de recursos para o setor. Pelo contrário, Ibaneis prefere reduzir pela metade os investimentos”, denuncia Clayton. De acordo com o sindicato, o orçamento solicitado com aval do Conselho de Assistência Social (CAS) foi de R$ 168 milhões para o exercício de 2020. Entretanto o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) destinou apenas R$ 87 milhões para a assistência social.

Para o presidente do sindicato, os recursos, além de escassos são mal aplicados. “ A verba que deveria ser utilizada para a compra de equipamentos e melhorias nos prédios onde funcionam unidades de atendimento, têm sido utilizada para a terceirização de funcionários, de acordo com o que prevê o Edital de Chamamento nº 2, publicado pelo GDF”, critica.

Explosão e ameaças

Em abril desse ano, uma caldeira explodiu no Restaurante Comunitário de Brazlândia, onde trabalham servidores da assistência social, e deixou três trabalhadores feridos. O Sindsasc havia solicitado ao Corpo de Bombeiros do Distrito Federal laudo sobre as condições das instalações de gás e eletricidade nos restaurantes comunitários do DF sete meses antes do acidente.

A falta de condições de trabalho nas unidades de atendimento têm afetado servidores e usuários. Exemplo disso são as constantes panes nos sistemas de informática utilizados para o cadastramento e atendimento em unidades como os Centros de Referências em Assistência Social (Cras). Praticamente todos os dias há queixas do tipo registradas. No dia a dia dos servidores, sistemas como o Cadastro Único (Cad Único) e o Sistema de Benefício ao Cidadão (Sibec) costumam ficar fora do ar. O problema afeta até a segurança dos trabalhadores das unidades da assistência social, que acabam ameaçados pelo público que não consegue atendimento.