Quem disse que para se prevenir do coronavírus é necessária máscara cirúrgica branca. No novo look, máscaras de diferentes estampas tomam conta da cidade.

Malharias se reinventam para não parar a produção.

 

Por Chico Sant’Anna

 

Empresários reclamam dos impactos da pandemia mundial, mas há quem enxergue nesse novo cenário oportunidades para manter e até crescer comercialmente. Nunca as redes sociais contaram com tanta oferta de serviços e vendas com entrega em casa. Este ano, tudo indica, o coelhinho da Páscoa será entregue por motoboy. As chocolaterias estão explodindo de ofertas no mundo virtual.

Novo look

Até mesmo as máscaras cirúrgicas, necessárias para reduzir a capacidade de transmissão do vírus por meio de gotículas respiratórias, estão ganhando um toque especial. Por que só aquela máscara branca, sem graça? Por que não dar um look diferente?

Foi o que pensou a ONG EcoModas, que decidiu produzir máscaras com criatividade e sustentabilidade. Com um estilo mais ousado e divertido, elas trazem diversas estampas. Tem com estampa de focinho de lobo, com língua de fora e até com a bandeira do Brasil estilizada.

Pequenas malharias de Brasília, acostumadas a produzir uniforme escolar, mudaram a linha de produção para manter a produção e o faturamento. Tem máscaras de todos os tipos para todas as idades – das estampas infantis até o clássico xadrez escocês.

E parece que agradaram. O servidor público Rubens Bias, que com seus amigos montou uma “Corrente de Solidariedade” para recolher donativos e transformá-los em cestas básicas para as famílias mais carentes do DF, é um dos adeptos da nova moda coronavírus.

A ação já doou cestas no Areal, Vale do Amanhecer, Vila Pacheco, Jardim Roriz, Nova Petrópolis, Nova Planaltina e Rota do Cavalo. Onde vai, a turma traz no rosto um look diferente. Ah propósito, quem quiser contribuir na aquisição de cestas básicas, o telefone é o (61) 98118-6296.

Publicada originalmente na coluna BRASÍLIA, POR CHICO SANT’ANNA, no semanário Brasília Capital.

É preciso ter cuidados

Não há nada que impeça que as máscaras tenham um toque diferente, mas a professora da Faculdade de Saúde, da Universidade de Brasília, Fátima de Sousa, alerta que não é qualquer tecido que pode ser usado. O melhor é o tricolina (100% resistente), pois é leve e permite boa respiração sem sufocar.

“É preciso alguns cuidados: Antes de usar, não esqueça de lavar com sabão neutro e de trocá-la a cada duas horas de uso. E o mais importante: a máscara sozinha não protege contra o coronavírus. É preciso lavar as mãos com água e sabão frequentemente; fazer higienização com álcool em gel; evitar aglomerados de pessoas; ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o cotovelo e, fundamentalmente: Fique em casa”, orienta ela.