A denúncia é do Sindsasc, entidade que representa os profissionais que atuam nos Centros de Referência em Assistência Social (Cras) e nas Unidades de Acolhimento para Adultos e Famílias (Unaf). Nesses locais, profissionais têm utilizado máscaras adquiridas pelo Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do GDF

Fred Leão, da Ascom Sindsasc

 

Quase dois meses após o início da adoção de medidas de segurança adotadas diante da crise causado pelo novo coronavírus, o governo do Distrito Federal (GDF) ainda não forneceu equipamentos de proteção individual (EPIs) completos aos servidores da assistência social. Em unidades como os Centros de Referência em Assistência Social (Cras) e Unidade de Acolhimento para Adultos e Famílias (Unaf), profissionais têm utilizado máscaras que foram adquiridas pelo Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc). Do GDF os servidores da área só receberam álcool em gel.

A assistência social foi classificada serviço essencial no cenário da crise do coronavírus e, por isso, não sofreu paralisação total. “A situação é grave já que nenhum servidor da assistência social recebeu o equipamento necessário do DF. Recebemos apenas álcool em gel, que foi fruto de doação encaminhada ao GDF. O material, inclusive, fere o princípio de laicidade do Estado por conter propaganda religiosa em suas embalagens”, afirma o presidente do Sindsasc.

Até esta quinta-feira (7 de maio), a entidade não havia registrado casos de servidores com a Covid-19. As máscaras adquiridas pelo sindicato são entregues em todas as unidades de atendimento, de acordo com a demanda dos servidores.

Assistência social em colapso

A assistência social pública do DF opera com apenas 10% do contingente de servidores necessários para atender à demanda que cresce a cada dia agravada pela crise econômica gerada pela Covid-19. O Sindsasc aponta que atualmente aproximadamente 500 dos 1000 servidores da categoria estão em atividade, porque estão afastados de suas funções por pertencerem ao grupo de risco da doença. “A pandemia elevou o estado de calamidade da assistência social no DF acabou retirando quase 50% dos servidores que compunham um quadro já defasado. Por essa razão, e também porque a categoria será muito pressionada após a pandemia, é urgente a contratação dos 1.314 concursados, conforme prevê a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)”, analisa Clayton.