Por Luiz Martins da Silva

I
Fim do fim, mais um ensaio.
Fica quieto, até espreita.
Mas, de soslaio.

II
Teso, estátua de caramujo.
A simpatia é que anula
A sanha do dito cujo.

III
Noite e dia, e os ponteiros,
Troando em pedras rolantes
A lição, grave ponteio.

IV
Em algum santo corpúsculo,
Farelo de Céu e de Terra,
A senha, escrita, é doçura.

V
Cobre bem a tua cara.
Asseia bem a tua casa.
Espanta o manto do luto.

VI
Deixar com Ele o agora.
Pode não estar na hora,
Do teu conto escasso de favas.

VII
De colar solto, a vaidade.
Sem coleira, não alinhava
O que só no amor se salva.