Justiça do Rio manda bolsonaristas apagarem fake news contra Jean Wyllys (Psol-RJ).

Por Chico Sant’Anna

A deputada Bia Kicis (PSL-DF), que vai ter que depor à Polícia Federal sobre o financiamento, produção e difusão de fake news, perdeu mais uma na justiça. Dessa vez foi para o ex-deputado Jean Wyllys (Psol-RJ). Ela vai ter que retirar do ar todas as postagens feitas por ela e que associam o ex-deputado Jean Wyllys a Adélio Bispo, autor do atentado à faca contra o presidente na campanha eleitoral de 2018. É o que estabeleceu a juíza Márcia Capanema, da 5º Juizado Especial Cível, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, em caráter liminar. Além dela também foram alvo da mesma decisão, o deputado federal Bibo Nunes (PSL – RS), o empresário Otávio Fakhoury, o youtuber Ed Raposo, um dos articuladores do partido Aliança pelo Brasil, o blogueiro Cleuber Carlos e o Movimento Avança Brasil.

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Para alguns dos citados, esse não é primeiro revés com o Poder Judiciário. Além de Bia Kicis, também o empresário Otávio Fakhoury está no foco da investigação, comandada pelo Supremo Tribunal Federal, sobre esquemas de difusão de fake news. Dia 27/5, ele foi alvo de mandado de busca e apreensão em sua casa e escritório. Já em 2018, o promotor Fernando Krebs, do Ministério Público de Goiás, deu entrada com Ação Civil Pública de Improbidade contra o blogueiro Cleuber Carlos, na qual pede indisponibilidade dos bens e o ressarcimento de R$ 1,634 milhão, por suposto desvio de dinheiro público, muitos de prefeituras municipais de cidades goianas, disfarçado em forma de propaganda.

Ação

O ex-deputado Jean Wyllys também moveu ação semelhante contra dois filhos do presidente Jair Bolsonaro, Carlos e Eduardo, e o guru deles, Olavo de Carvalho. Esses casos correm em outra vara do TJ-RJ. Além das retratações públicas e a exclusão de publicações difamatórias nas redes sociais, Wyllys pede o pagamento de indenização para reparo de danos morais, cujos valores variam entre R$ 20 mil e R$ 100 mil, dependendo do caso. Mas esse ponto das indenizações ainda não foi deliberado pelo TJ-RJ.