Embora crianças não estejam dentre aqueles mais afetados pela Covid-19, a entidade lembra que mesmo com as escolas fechadas desde 12 de março, até 1º de julho, cerca de 7% de todos os casos de covid-19 no Distrito Federal tinham acometido pessoas com idade inferior a 19 anos.

 

Por Chico Sant’Anna

A Sociedade de Pediatria Do Distrito Federal (SPDF) não aconselha o retorno das crianças às aulas no fim de julho e mesmo no início de agosto, como prevê o decreto 40.939/2020, editado pelo governador Ibaneis Rocha (MFB) e que fixa as regras de retomadas das atividades econômicas na Capital Federal.

“Reabrir todas as atividades até o final de julho ou início de agosto pode ser uma decisão precipitada, devido à situação que nos encontramos tanto a nível distrital como nacional; em especial se tratando de escolas, onde o comportamento é imprevisível e o número de assintomáticos é inestimável, tornando a possibilidade de contágio exponencial” – alerta em nota oficial a SPDF.

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Atualmente, o Brasil é o único país que ainda apresenta média de 1000 mortos por dia, e o isolamento social é ainda, uma das poucas medidas eficazes no combate da propagação da doença.

A entidade lembra que mesmo com as escolas fechadas desde 12 de março, até 1º de julho, cerca de 7% dos casos de covid-19 no Distrito Federal tinham acometido pessoas com idade inferior a 19 anos – faixa etária que configura o público alvo dos pediatras. E salientou: “embora esta faixa não seja a mais afetada, é notável que aproximadamente 6,9% dos casos contabilizados acometeram crianças e adolescentes”.

A entidade que representa os médicos pediatras da Capital Federal alerta que, norma geral, o brasiliense não respeita as medidas de isolamento social e que esse comportamento tem se agravado nas últimas semanas, quando foi notado aumento da circulação e aglomeração de pessoas. “No cenário atual, a Sociedade de Pediatria do Distrito Federal não recomenda o retorno das crianças à escola” – conclui.