Poema de Luiz Martins da Silva

I
Por intromissão genética,
Reaglutinação de Pangea
Ou apocalíptico desígnio…
II
Sementinhas chinesas,
Ou, quem sabe, fakes
Assombros sanitários…
III
E com isto o salário,
(Salvo o das forças aliadas),
Em degelo deficitário.
IV
As bestas eram mesmo
Para estar à solta,
Se, se sabia, são toscas?
V
Se você a tudo negar,
Que gracinha, é só votar.
Se discordar, “é um comunista”.
VI
Onde e quando desandou
O patropi abençoado por Deus?
A bossa desafinou, a aquarela se borrou.
VII
Uns e outros, em nome de Deus,
Idolatrando Gobbles, fascistas,
Racistas e genocidas…
VII
Mudarão as cores da bandeira,
Se a verde pátria é pasto, mera
Exportadora de carne de primeira?
IX
Agora, ante a fome e a pobreza,
Monocultura, monopecuária,
Mônadas incendiárias.
X
Em que balseiro, garrancho, remanso…
Encalhou-se o país do futuro,
No presente, ridículo ao mundo inteiro?