Distrital apresentou dois requerimentos para esclarecer a baixa eficiência na gestão de Saúde do DF

Instituído sob o falso discurso da maior eficiência da gestão privada, o Instituto de Gestão Estratégica da Saúde (IGES-DF) vem apresentando exatamente o contrário. O instituto acumula péssimo atendimento à população, rombo nas finanças e um antro de ordomias para alguns de seus gestores. Agora a Câmara Legislativa cobra explicações dessa realidade dos gestores da Saúde Pública no Distrito Federal. O deputado distrital Leandro Grass (Rede) protocolou, dia 17, dois requerimentos à Mesa Diretora da CLDF pedindo a convocação do presidente do IGES-DF, Gislei Moraes de Oliveira, e do secretário de Saúde, General Manoel Pafiadache. O objetivo é obter esclarecimentos sobre denúncias de falta de assistência, medicamentos, cancelamento de cirurgias e outros problemas graves que atingem a saúde do DF.

O parlamentar se baseou em denúncias que recebe pelos canais de comunicação do mandato e notícias publicadas na imprensa para fazer os pedidos. “O tempo todo ouvimos a população reclamando que não tem atendimento, que falta remédio, que as cirurgias são adiadas. E além disso, ainda temos conhecimento sobre o baixo número de servidores, deixando-os sobrecarregados, o que impacta diretamente no atendimento”, explicou.

TCDF

Sobre o IGES, Grass lembrou que o Tribunal de Contas abriu apuração em processos seletivos do Instituto, e que diversas cirurgias foram canceladas no Hospital de Base, unidade sob gestão do IGES. “A Corte analisa se os certames teriam violado os princípios constitucionais da impessoalidade, da transparência e da moralidade. Além disso, são várias as denúncias relacionadas à falta de assistência, cancelamento de cirurgias por falta de material básico, falta de medicamentos”, justificou o deputado.

Na Secretaria de Saúde, o parlamentar destaca que o Relatório de Gestão de 2020 foi rejeitado pelo Conselho de Saúde, o que é muito preocupante. “É preciso saber quais as providências que serão tomadas e as implicações de tal decisão, pelo seu ineditismo e por sua gravidade, haja vista que o Conselho demonstra o não cumprimento de metas mínimas pela Secretaria”, pontua Grass.