Celina Leão (PP-DF), Laerte Bessa (PL-DF), suplente da deputada Flávia Arruda (PL) – hoje ministra-chefe da secretaria de Governo -, e Júlio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), deram respaldo ao fundo bilionário. Juntos, os partidos dos três parlamentares vão receber terão R$ 1,008 bilhão pra conquistar seus eleitores.

O presidente Jair Bolsonaro vetou o fundo eleitoral de quase R$ 6 bilhões, mas esqueceu de combinar com a sua base parlamentar para que mantivesse o veto. Enquanto partidos como o Psol, Rede, Cidadania e Novo votaram no sentido de manter o veto ao fundo eleitoral, legenda que compõem a base do governo federal, como o PL – ao qual o presidente e seu filho Flávio acabam de se filiar -, PP – do seu ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira -, e Republicanos, votaram em peso para derrubar a decisão do presidente, restabelecendo o valor de R$ 5,7 bilhões como teto para o financiamento público de campanhas em 2022. Dentre outras despesas, essa verba serve para custear a propaganda eleitoral.

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A postura desses partidos mais próximos a Bolsonaro revela que o veto dele não passou de uma jogada de marketing. Não houve de fato uma vontade política de evitar o desperdício de recursos. Na bancada do Distrito Federal, o retrato foi o mesmo: deputados da base de Jair Bolsonaro votaram pra manter a bilionária mordomia. O PP de Ciro Nogueira, vai receber uma bolada de R$ 384 milhões, PL de Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, vai contar com R$ 341 milhões e o Republicanos, R$ 283 milhões. Juntos, os partidos mais próximos a Bolsonaro terão R$ 1,008 bilhão pra conquistar seus eleitores.

E três parlamentares da bancada brasiliense desses três partidos pingarm o voto de forma assegurar a manutençãosse dessa verba bilionária, que terá parte dela destinadasaos diretóricos regionais desses partidos no DF. Foi assim o voto de Celina Leão (PP-DF), que até pouco tempo buscava uma vaga de ministra dos Esportes de Bolsonaro. Laerte Bessa (PL-DF), suplente da deputada Flávia Arruda (PL) – hoje ministra-chefe da secretaria de Governo -, e Júlio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), partido que esteve dentre as cogitações do presidente da República; também deram respaldo ao fundo bilionário. Da base bolsonarista no DF, apenas Bia Kicis (PSL) votou contra o fundão de R$ 5,5 bi. Entretanto, quando da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO, ela votou favoravelmente aos “fundão”. Na ocasião, a deputada foi exaustivamente cobrada nas redes sociais (veja aqui). Procurados, Celina Leão, Laerte Bessa e Júlio Cesar não retornaram com as justificativas dos votos que proferiram.

Votos contra o fundo de R$ 5,7 bilhões

Da bancada candanga, além dos três senadores, Reguffe (Podemos) Leila (Cidadania) e Izalci (PSDB), também votaram contra o fundão bilionário a deputada Erika Kokai (PT), Professor Israel Batista (Verde), Luís Miranda (DEM), e Paula Belmonte (Cidadania).