Izalci, Reguffe, Paula Belmonte: na pré-corrida ao GDF, dos três um ficará de fora.

Se exitosos, os movimentos de Paula Belmonte (Cidadania) resultariam na exclusão do senador Izalci Lucas (PSDB), um dos primeiros pré-candidatos a se colocar eleitoralmente. Mas Izalci se diz tranquilo, não apenas por ter confiança em Belmonte, mas principalmente pelo fato de que o regimento da federação PSDB/Cidadania estabelece que as candidaturas majoritárias serão definidas pela direção nacional. Nessa instância, diz ele, o PSDB detém 15 dos 19 votos.

Por Chico Sant’Anna

Não serão apenas Keka Bagno (Psol) Leila Barros (PDT) e, eventualmente Flávia Arruda (PL), as mulheres que terão seus nomes na corrida ao Buriti. Na relação de candidatas pode aparecer também o nome de Paula Belmonte (Cidadania). A deputada aguarda apenas uma decisão de Reguffe (União Brasil). Se o senador desistir, ela colocará seu nome como candidata numa coligação que reuniria a federação PSDB-Cidadania, o Podemos e o Solidariedade.

Se exitosos, os movimentos de Paula Belmonte (Cidadania) resultariam na exclusão do senador Izalci Lucas (PSDB), um dos primeiros pré-candidatos a se colocar eleitoralmente. Ressalte-se que o marido da deputada, Luis Felipe Belmonte, é o primeiro suplente do tucano. Na estratégia da deputada, ela se valeria do artigo 17 do regimento da federação para exercer seu poder de decisão. Por esse artigo, em cada estado ou no DF, a composição da direção regional será definida pelos votos obtidos para deputado federal, em 2018. Pelas contas do Cidadania, ela teria 70% dos votos na direção interna. Mas Izalci se diz tranquilo, não apenas por ter confiança em Belmonte, mas principalmente pelo fato de que o regimento da federação PSDB/Cidadania estabelece que as candidaturas majoritárias serão definidas pela direção nacional. Nessa instância, diz ele, o PSDB detém 15 dos 19 votos.

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Chapas

Essa indefinição dificulta a formação de chapas, coligações e até mesmo de nominatas fortes para disputar o pleito. No aguardo dessa definição, além de Izalci, Reguffe e Belmonte, estão também estão o Podemos e o Solidariedade. Há um acordo tácito de que todos os partidos estarão juntos. A demora de Reguffe em se definir vem dando espaço para especulações e até mesmo a projetos alternativos. Numa reunião do UniãoBR-DF, dia 13/4, a direção local do partido referendou o nome de Paula Belmonte para uma vaga majoritária. “Pode ser Senado, mas também vice-governadora e até de governadora” – informa um presente ao encontro.

Novo dá ultimato a Reguffe

Quem também começa a ficar impaciente com Reguffe é o partido Novo, que tem pretensões de indicar o jornalista e advogado Paulo Roque, para o Senado. Seria na mesma vaga pretendida por Belmonte. O Novo já definiu uma data final para que Reguffe se decida.

O senador Antônio Reguffe (UniãoBR) tem até 15 de maio pra comunicar se vai ser, ou não, candidato ao governo do Distrito Federal. O ultimato do Partido Novo se deve ao fato de que na hipótese de recuo ou indefinição do senador do UniãoBR, há planos de que seja lançado o nome de Roque, ao GDF. Esse é o desejo já explicitado pela direção nacional do partido, embora o jornalista prefira o Senado. Os dirigentes nacionais entendem ser importante recuperar a inserção local do Novo, após ações consideradas inadequadas de Alexandre Guerra – o girafinha – e da saída da distrital Júlia Lucy. No início da Pandemia, Guerra recomendou a amigos empresários que demitissem logo seus trabalhadores.

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A demora em se decidir vem, segundo analistas, prejudicando não só uma eventual candidatura do próprio Reguffe, como também potenciais parceiros. Alguns até já desistiram pelo meio do caminho. O PDT sonhou em ter Reguffe, mas diante da morosidade, desistiu e agora terá Leila Barros, a GDF. O PSB também flertou Reguffe, e até agora, nada. Os socialistas trabalham com dois projetos. Em um deles, o nome de Antônio Valdir Oliveira Filho, superintendente do Sebrae-DF, seria vice na chapa de Reguffe. Se Reguffe refugar, Raphael Parente poderá ser o nome dos socialistas.