OnG adote um Distrital solicita que o Ministério Pùblico apure o suposto uso para fins eleitorais de estrutura da secretaria de Culturam na Estrutural.

Denúncia encaminhada ao Ministério Público Eleitoral afirma que estruturas montadas pelo GDF estão servindo de palco para comícios de pré-candidatos da base do governo.

Por Chico Sant’Anna

A Ong Adote um Distrital está de olho nas agendas do pré-candidatos da base do governo. Ela quer coibir o uso da máquina pública em benefícios dos amigos do poder. Uma denúncia concreta já está sendo encaminhada à Procuradoria Geral Eleitoral. Ela diz respeito ao uso de estruturas montadas pela secretaria de Cultura para comemorar o aniversário da Estrutural, realizado fora de época, no início do mês, por conta da pandemia. Com fotos, a ONG demonstra que o espaço foi usado pelo pré-candidato Anderson Medina (PP), que subiu ao palco no palanque montado e discursou. Para a coordenadora do Adote um Distrital, Jovita Rosa, ele se valeu do espaço para fins de comício. Estava, inclusive, acompanhando de apoiadores devidamente uniformizados.

Medina nega ter feito campanha e diz que só esteve no local, a convite do gerente de Cultura local, Marcelo Paulista Thug, (que posa nas fotos com todo o grupo), pois dirige uma entidade de ação social, que trabalha na Estrutural e foi até lá saudar, em nome da entidade, os moradores. Paulista também nega o uso eleitoreiro do espaço e diz que ninguem pediu voto ali.

A secretaria de Cultura afirma não ter tido conhecimento dessa ação e que notificará o Instituto Cultural E Social d DF, instituição responsável pela execução do projeto Cultura nas Cidades, a ser desenvolvido em 30 regiões administrativas para a capacitação de agentes culturais, oferecimento de serviços itinerantes da pasta e shows com artistas locais. O valor do contrato é de R$ 3,6 milhões.

“É impressionante como o uso da máquina administrativa é escancarado e as pessoas perderam totalmente o senso de honestidade. Querem se dar bem a qualquer custo. Infelizmente, na política de modo geral, e no DF não é diferente, a corrida frenética pelo poder, atropela a ética, o bom senso num desrespeito total com quem paga os impostos” – avalia Jovita Rosa.