Flávia Arruda (PL), Gim Argelo (Pros), Paulo Octávio (PSD), Damares Alves (Republicanos), Paulo Roque (Novo), Paula Belmonte (Psdb-Cidadania), Hélio José (Solidariedade) são alguns dos nomes que já se postaram na fila para disputar a vaga, pelo campo da centro-direita.

Pelo menos sete pré-candidatos ao Senado pelo campo da centro-direita prometem se apresentar às urnas. Grande quantidade de políticos de um mesmo espectro ideológico pode favorecer à esquerda, caso os partidos tenham a sapiência de lançar uma candidatura unificada.

Por Chico Sant’Anna

Nas eleições desse ano, o Senado Federal renovará um terço de seus membros. Isso significa que apenas um candidato por estado será eleito. Aqui em Brasília, a fila está grande, principalmente, no campo da centro-direita, o que poderia favorecer uma candidatura de esquerda, caso ela fosse a única nesse campo.

Flávia Arruda (PL), Gim Argelo (Pros), Paulo Octávio (PSD), Damares Alves (Republicanos), Paulo Roque (Novo), Paula Belmonte (Psdb-Cidadania), Hélio José (Solidariedade) são alguns dos nomes que já se postaram na fila para disputar a vaga, pelo campo da centro-direita. Para reduzir um pouco essa multiplicidade de candidatos, Paulo Roque, no programa Brasília Capital Notícias – Eleições 2022 – uma parceria da TV Comunitária, do blog Brasília, por Chico Sant’Anna e do semanário Brasília Capital -, mencionou a possibilidade de Belmonte vir a ser a candidata a vice de Reguffe (União BR), caso esse decida sair candidato ao GDF. Do contrário, ele poderá ser mais um na disputa da vaga ao Senado.

Frente Única

Pela esquerda, o nome da deputada federal Erika Kokay (PT) tem sido muito ventilado, mas parece que ela deseja tentar mais uma vez a vaga pra deputada federal. Se sente mais segura e para o PT-DF seria uma garantia de representação no Congresso Nacional. O PT formou federação com o PV e o PCdoB. O filho do ex-presidente João Goulart, João Vicente Goulart (PCdoB), almeja ser o candidato da federação ao Senado. A vaga, contudo, deve servir de elemento de negociação em uma eventual coligação com o PSB e-ou Psol/Rede, a exemplo do que acontece para a disputa da presidência da República. O mesmo deve acontecer com a vaga de vice.

Professora Fatima Sousa, candidata ao GDF, em 2018, pelo Psol, defende a união das esquerdas para derrotar em Brasília, Ibaneis e Bolsonaro. Nos corredores da política, comenta-se que uma frente de esquerda poderia ter o distrital Leandro Grass (PV), candidato ao GDF; a vaga de vice ficaria para um nome da federação Psol-Rede ou do PSB, e a vaga ao Senado seria destinada a professora Rosilene Corrêa (PT). Gerraldo Magela também pode ser uma opção para o Senado, nessa frente. A construção de uma frente única das esquerdas parece ser a estratégia mais racional para enfrentar o favoritismo de Ibaneis Rocha (MDB) na disputa do GDF e tirar proveito da multiplicidade de candidatos conservadores ao Senado. Entretanto, racionalidade, nem sempre é o referencial que mais pesa nas articulações políticas.