A inflação candanga mensal, 0,74%, também ficou acima da nacional, estimada para junho em 0,69%. No ano, o IPCA-15 de Brasília acumula 5,22% e, nos últimos 12 meses, alta de 11,54%. Em junho, alimentos não tiveram influência expressiva, mas no semestre se apresentam como o segundo grupo de maior alta de preços. Perdem apenas para “artigos de residência”.

Por Chico Sant’Anna

A inflação medida no Distrito Federal nesse primeiro semestre ultrapassa a meta estipulada para todo o ano pelo Banco Central. O Distrito Federal deve fechar o primeiro semestre do ano com uma inflação acumulada de 5,22%. Esse desempenho dos preços ultrapassa, em muito, a meta de inflação projetada pelo Banco Central para esse ano, que era de 3,50% (com teto de 5,00%). Essa inflação acumulada é puxada pelos grupos alimentação e bebidas, artigos de residência e vestuário.

A previsão é do IBGE após divulgar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) para o mês de junho: 0,74%. O IPCA-15 é uma prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA. Em junho, embora tenha registrado uma queda, em relação a maio, o custo de vida é o maior para o mês desde junho desde 2018. A inflação candanga também ficou acima da nacional, estimada para o mês 0,69%. No ano, o IPCA-15 de Brasília acumula 5,22% e, nos últimos 12 meses, acumula alta de 11,54%.

Os pesquisadores do IBGE, para o cálculo do IPCA-15, coletaram preços entre 14 de maio e 13 de junho, portanto, o aumento da gasolina e do diesel decretado pela Petrobrás, em 16/7, não entrou nos cálculos, mas deverá afetar o IPCA, no fim do mês.

Alta de preços generalizada

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados em Brasília apresentaram altas em junho. Vestuário foi o grupo que apresentou a maior variação no IPCA-15 de junho. Os principais destaques foram roupa feminina (3,26%), infantil (3,12%) e masculina (1,92%).

O maior impacto positivo, contudo, veio do grupo transportes (0,81%). Neste grupo, os produtos e serviços que tiveram maiores influências foram passagem aérea (17,50%) e automóvel novo (2,70%). A desaceleração do grupo transportes, em relação ao mês anterior, se deu pela queda nos preços dos combustíveis (-1,27%), que haviam subido 3,36% em maio. Embora o óleo diesel tenha subido 4,08%, o etanol e a gasolina caíram 4,22% e 1,49%, respectivamente

O grupo saúde e cuidados pessoais (1,45%) apresentou o segundo maior impacto no cálculo do IPCA-15: planos de saúde ficaram 2,73% mais caros. Além disso, houve alta de 1,36% nos produtos farmacêuticos.