Até o momento, pelo menos doze candidatos disputarão a cadeira do Buriti. Todos os partidos e federações têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas proporcionais e majoritárias. Até lá, muita água ainda pode passar debaixo da ponte

Por Chico Sant’Anna

O campeonato vai começar. Os candidatos – ou quase todos – já estão a postos. Uns vão atacar pela direita, outros pela esquerda e o meio está embolado. Alguns que eram considerados favoritos, como o ex-governador José Roberto Arruda (PL) e o senador Antônio Reguffe (União Brasil), caíram mesmo antes do jogo começar. Todas as candidaturas tem que ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. Até lá os times ainda poderão alterar os escalados.

Quem sai reforçado é o governador Ibaneis Rocha (MDB) que, mesmo sem a figura da coligação proporcional, conseguiu agrupar uma grande torcida em torno de si, , até agora, pelo menos nove partidos, (MDB, PL, PP, Solidariedade, União Brasil, Republicanos, Pros, PTB e Agir 36), o que lhe dará mais tempo de televisão.

Cartão Vermelho
Se Reguffe e Arruda, que receberam cartão vermelho, estarão fora da corrida ao GDF, onze outros candidatos, além de Ibaneis Rocha, estarão no páreo. Atuando também na direita estarão Lucas Salles (DC), Paulo Octávio (PSD) e o tenente-coronel da PMDF, Elziovan Matias Moreno (PMN), ex-comandante do BOPE.

Moreno pode vir a ser descartado numa negociação entre Ibaneis Rocha e o presidete do PMN, Lucas Kontoyanis, mas um décimo-terceiro candidato ao GDF poderá ainda se apresentar: Paulo Roque (Novo). Seu nome estava indicado para o Senado, na coligação com Reguffe, mas sem ele, o advogado se renderia às demandas da direção nacional do Novo e se lançaria a governador.

Pela esquerda atacam a Federação PT-PV-PCdoB, com o distrital Leandro Grass, e a federação Psol-Rede, que escalou a assistente social, Keka Bagno. Jogando mais aberto na esquerda, três outros nomes: Professor Robson Raimundo (PSTU), Teodoro Antônio da Cruz Filho (PCB) e Renan Arruda (PCO). O recém criado Unidade Popular (UP) não vai lançar candidato majoritário. O partido apresentará Caio Sad, dirigente da Federação Nacional de Estudantes em Ensino Técnico, a deputado federal, e, para câmara distrital, uma mandata coletiva liderada por Gabi Araújo, do Movimento de Mulheres Olga Benario, e que conta ainda com Katia Caldas e Nattany Mendes.

A escalação de buritizáveis ainda traz ainda na meia-esquerda Leila Barros (PDT) e Rafael Parente (PSB). Já na meia-direita aparece Izalci Lucas (PSDB), que superou todas as disputas internas com a deputada Paula Belmonte (Cidadania) e representará a federação tucano-cidadã. Belmonte ficou de fora e deve tentar um novo mandato de deputada federal.

Vinganças

O empresário Paulo Octávio almejava um cargo majoritário na chapa de Ibaneis. Como foi preterido resolveu disputar ele mesmo a cadeira do GDF. Terá como candidato a vice o suplente do senador Izalci Lucas e marido de Paula Belmonte, o empresário Luís Felipe Belmonte, presidente do PSC. Seria uma forma de se vingar do resultado do imbróglio Izalci-Belmonte. Comenta-se nos corredores da política local que PO pode contar ainda com o apoio camuflado de José Roberto Arruda (PL), ainda mais agora que a ex-ministra Damares Alves (Republicanos) oficializou sua candidatura ao Senado. Vai disputar o mesmo eleitorado de Flávia Arruda (PL), para o deleite da professora Rosilene Corrêa – candidata ao Senado da federação PT-PV-PCdoB.

Senado
A quantidade de candidatos ao Senado Federal deverá ser bem menor. Dos nove partidos que apoiam Ibaneis, apenas o PL terá candidato. O mesmo acontece com as três federações, que juntas reúnem sete partidos.

Dessa maneira, o cenário candango aponta Damares, Flávia e Rosilene, Carlos Divino Rodrigues (PSD), Expedito Mendonça (PCO) e Pedro Ivo Batista (PSOL-Rede) já confirmados. Já o Podemos DF diz ainda estar conversando e não sabe se irá pro lado da candidatura de Izalci ou Paulo Octávio.

Izalci ainda não definiu o nome para o Senado e Paulo Octávio tem vagas pra suplentes. O Podemos almeja uma vaga em alguma dessas duas chapas majoritária, que poderia ser atribuída ao ex-deputado Luís Pitman.
Todos os partidos e federações têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas proporcionais e majoritárias. Até lá, muita água ainda pode passar debaixo da ponte, disse a coluna o ex-senador Hélio José (Solidariedade).

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