por Chico Sant'Anna

Um olhar diferenciado de Brasília por quem defende o prazer de morar na cidade e o orgulho de ser brasiliense, por opção ou nascimento.

Senado 2018: Propostas e documento programático

Brasília, a cidade que nasceu para o futuro

Brasília deve reencontrar o seu destino histórico de grandeza.

Capital da Republica, Patrimônio Cultural da Humanidade, cidade projetada para ser modelo de urbanismo e de urbanidade, de uma nova convivência social igualitária, lamentavelmente vem assistindo seu envelhecimento precoce, não só das estruturas, mas também do comportamento social.

A cidade nunca esmoreceu na luta pela redemocratização e não deixou sequer um minuto de brigar pela eleição dos seus representantes. Quando, há 30 anos, os ventos da democracia bateram de novo na amplidão do cerrado, era a chance de se produzir aqui uma nova politica, avançada, moderna, sem os vícios do passado, adequada ao próprio modelo urbanístico socialmente justo, futurista e revolucionário da cidade.

Mas o que aconteceu, no entanto, a partir de 1985, foi a implantação de uma politica velha, exemplo das piores praticas observadas no Brasil. Com exceção de poucos períodos, a cidade foi assaltada pelo coronelismo, pela corrupção, pelo uso da administração publica para o atendimento dos interesses de poucos grupos e empresas, que passaram a controlar não só o governo, mas a Câmara Legislativa, o Tribunal de Contas e a própria Justiça.

Uma das principais consequências foi a de que, aos poucos, a qualidade nos serviços públicos, garantida, entre outros fatores, pelo repasse de recursos do governo federal para os principais setores, foi se deteriorando em função de atender à ganância desmedida de grupos econômicos e seus associados empoleirados nas instituições oficiais.

Nessa sua curta historia da autonomia politica, o Distrito Federal também não teve muita sorte com a grande parte de seus senadores: um foi cassado, dois renunciaram para fugir à cassação, três passaram pelas barras da cadeia, sendo que dois deles ainda vêem o sol nascer quadrado.

Brasília é um fenômeno único no mundo. Em poucos anos, do nada que se vislumbrava no Planalto Central surgiu uma cidade arrojada, com um forte espírito inovador, modernizante, aberto, integradora dos vários Brasis e com propostas de vida comunitária ainda não vivenciadas em qualquer parte. Do impulso inicial dado pelos pioneiros, esperava-se a criação de soluções inovadoras, criativas sustentáveis, mas a política que prevaleceu, no entanto, foi talvez mais antiquada do que aquela praticada nos Estados mais antigos.

A cidade que os políticos destruíram

Apesar da resistência de alguns, nossa classe politica tem baixado a cabeça. De um lado, prevalece a defesa de interesses de poucos, de outro, se percebe por parte da maioria dos parlamentares federais, um distanciamento para com os problemas de Brasília. Como se estivessem de costas para o povo do Distrito Federal. Não vivenciam o cotidiano da cidade, não fiscalizam sequer a correta aplicação dos repasses de verbas federais.

No lugar de verdadeiros representantes do povo, ocuparam as cadeiras do nosso Legislativo falsas lideranças criadas pela onda conservadora e predatória que tomou conta das nossas instituições. O prejuízo fica com o cidadão que, cada vez mais, paga mais impostos e recebe menos serviços públicos de qualidade.

A ação deletéria e a omissão esperta de parcela da classe política candanga deixaram espaço para que, depois de 30 anos de redemocratização, o plano inicial de Brasília fosse fortemente distorcido. Não apenas o plano urbanístico, mas também o modelo de saúde pública, de educação, de preservação do meio ambiente. O que se vê hoje é um Distrito Federal com graves problemas, semelhantes ou piores do que os das demais capitais do país.

Diante desta realidade, não se vêem iniciativas de nossa bancada federal. Poucos são no Senado aqueles que focam suas atividades na melhoria da qualidade de vida brasiliense. Verbas federais repassadas ao DF não são integralmente utilizadas ou são mal aplicadas, como no caso da Saúde, Mobilidade Urbana, Creches. Recursos são desperdiçados pela falta projetos, enfim, de uma gestão de qualidade. Não há qualquer cobrança ou fiscalização efetiva por parte dos parlamentares federais sobre a correta aplicação de recursos federais em Brasília.

Vivemos um DF inchado, vítima da especulação imobiliária, com um desemprego na casa dos 320 mil brasilienses, uma violência perigosamente crescente, o caos no trânsito, a saúde que está na UTI, a educação com baixos índices de efetividade e a população carente sofrendo das piores condições de transporte.

Executivo e Legislativo tratam Brasília como uma “galinha dos ovos de ouro” das empreiteiras, dos operadores do transporte publico, das revendedoras de automóveis, muitas vezes propriedades dos mesmos atores. O desrespeito ao meio ambiente nos levou ao, outrora inconcebível, racionamento d’água, que penaliza mais os que já tem menos.

O sonho original de uma outra forma de convivência social, com a qualidade de vida que os idealizadores da cidade previram, foi sufocado.

Sem deixar de atuar em todas as áreas importantes, os compromissos fundamentais da candidatura de Chico Sant’Anna ao Senado Federal são em primeiro lugar com uma ação fiscalizadora da correta aplicação dos recursos federais destinados à Capital Federal de forma a evitar desvios e má́ gestão. E focar sua atuação na mobilidade urbana, a preservação do meio ambiente, o crescimento sustentável, o apoio à Cultura, a proteção desse patrimônio da humanidade, enfim, à qualidade de vida dos brasilienses, no seu sentido mais amplo do termo.

Uma ênfase especial vai nortear o mandato de Chico Sant’Anna. Estudos do próprio GDF apontam a saturação em 100% das principais artérias do DF em apenas seis anos. Com 58 anos, Brasília não possui um sistema de transporte público eficiente e confiável. Os mais volumosos investimentos em obras públicas foram dirigidos à criação e duplicação de vias asfálticas, viadutos e todo o aparato necessário ao uso individual dos carros, modelo de mobilidade urbana que está sendo substituído em várias capitais do mundo por sistemas inteligentes, baseado em aprofundados estudos geográficos, demográficos, sociais, ambientais e utilizando-se de modernas tecnologias que estão reduzindo progressivamente o uso individual de veículos, considerado já em muitas partes como algo em extinção. Além de uma mentalidade atrasada, essa opção esconde suspeitas transferências de dinheiro público para as mãos de particulares.

O sistema baseado principalmente em ônibus, no qual o GDF insiste em priorizar, não atende a uma cidade de três milhões de habitantes. O resultado é um tratamento desumano para quem necessita de transporte público e engarrafamentos insuportáveis para os que podem se valer de veículos individuais. É um desserviço a todo o DF.

Trem Regional

Mesmo com recursos federais alocados, o Buriti posterga, sem explicações, a ampliação do metrô, em Ceilândia, Samambaia e rumo à Asa Norte, e a introdução do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Fecha também os olhos ao dramático problema de quem mora nos municípios goianos limítrofes à Saída Sul e Norte do Distrito Federal. Há muito, o Trem Bandeirante da extinta RFFSA deveria ter sido transformado em trem regional para atender aos moradores do Entorno Sul, Santa Maria, Gama, Park Way e Núcleo Bandeirante, reduzindo, assim, o trânsito de veículos particulares. O BRT, que se anunciou como solução salvadora, mostrou-se insuficiente para o volume de usuários e sua manutenção é das mais precárias.

Especulação imobiliária

A especulação imobiliária lança suas garras sobre o verde do Distrito Federal – seja nas áreas urbanas, seja no meio rural. Nas cidades do DF, parques e áreas verdes públicas correm o risco de virarem lotes. A verticalização das cidades não tem mais limites. Já temos arranha-céus de 30 andares. Mudanças no projeto original de Brasília dependem de autorização federal, o que reforça a necessidade de parlamentares federais compromissados com Brasília.

Novas cidades assim como ampliações de bairros estão sendo fortemente defendidas pelas empreiteiras, novamente sem planejamento e com vistas unicamente ao lucro privado, sem qualquer compromisso com a oferta de serviços, a pavimentação do solo que aprofunda os problemas de alagamento, o aumento do caos no trânsito.

Esses fatores todos exigem, ainda, a construção de soluções para uma questão que não se encontrava presente quando da criação da cidade: o explosivo crescimento populacional não só por meio do surgimento de várias cidades ao lado do Plano Piloto como no entorno do DF. Há, hoje, uma Grande Brasília, que alcança cidades dos Estados de Goiás, de Minas Gerais e até da Bahia. Essa caótica distribuição demográfica provoca um atrofiamento da oferta de serviços públicos para a massa de brasileiros que acorre todos os dias para a cidade original. Aqui entrelaçam-se problemas de vários tipos, que demandam uma visão ampla e integradora dos líderes políticos da região, e não apenas do DF, problemas esses que também foram deixados de lado pelos nossos representantes no Senado.

Prioridade, ainda, vai ser a luta de Chico Sant’Anna pela busca de saídas inventivas, não poluidoras e justas socialmente para o desenvolvimento econômico do DF com distribuição de renda. Novas alternativas para o crescimento da oferta de bens e serviços são urgentes para não só se oferecerem perspectivas principalmente aos jovens que compõem a maior fatia dos desempregados, mas também para se ampliar a arrecadação de impostos, absolutamente necessária para o enfrentamento dos problemas crescentes que o vive o DF.

Lutemos para que nossa representação no Senado redirecione as políticas públicas para um novo modelo de desenvolvimento econômico, mais sustentável, menos poluente, menos predador e baseado na produção do conhecimento, na potencialização do verde, no fornecimento de serviços públicos de qualidade, no incremento do turismo e da produção cultural.

Nossa juventude possui elevados índices de formação e qualificação. O modelo econômico deve dar oportunidade a ela.

A luta da população pela representação política não pode ter sido em vão.

É preciso resgatar o papel dos senadores do DF.

É urgente passar das criticas aos nossos senadores para uma retomada do seu papel central na vida da cidade.

  • É ele, o Senado, que representa os interesses de cada Unidade da Federação junto ao governo federal
  • É ele, o Senado, que aprova os financiamentos aos grandes projetos necessários à Brasília.
  • É ele, o Senado, uma das mais poderosas instituições que pode exercer um papel de fiscalizador da correta aplicação dos recursos federais na Capital.
  • É ele, o Senado – com apoio da Câmara Federal -, que assegura a preservação do Projeto de Lucio Costa para Brasília.
  • É ele, o Senado – com apoio da Câmara Federal -, que repassa quase R$ 1 bilhão por ano em emendas parlamentares ao DF. Sem que ninguém saiba onde são aplicadas.

É no Senado, também, como parte do Legislativo Nacional, que ecoam as demandas mais importantes da população e que existe uma tribuna permanente aberta à defesa da democracia, ao combate à corrupção e ao atraso e ao debate sobre as melhores soluções para o país. É ali, também, que estará atuando o candidato Chico Sant’Anna, ocupando um vazio deixado pelos senadores que têm nos representado.

Lutemos por um Legislativo transparente, comprometido com a ética, com o moderno, interativo, que fiscalize o Executivo e que dialogue permanentemente com os eleitores.

Mais do que ser a maior realização da inteligência urbanística brasileira em todos os tempos, Brasília e suas cidades são a nossa casa. Por isso, precisamos tratá-las com toda a atenção e todo o cuidado, com base em uma nova abordagem, ambientalmente correta, onde a qualidade de vida esteja no foco central.

  • O brasiliense precisa resgatar os valores que nortearam a criação de Brasília.
  • O brasiliense precisa voltar a ter orgulho de sua cidade.
  • O Brasil precisa ter orgulho de sua capital.

Quem é Chico Sant’Anna?

Filho de engenheiro civil e de professora de idiomas, chegou com os pais a Brasília, ainda uma criança de colo, em 1958, muito antes de a cidade nascer. Cresceu com ela. Aqui se formou Jornalista, mantendo sempre seu compromisso com a cidade. Esteve sempre presente em todas as lutas em defesa dos maiores interesses da nossa população.

Chico Sant’Anna é uma pessoa qualificada. Jornalista e Documentarista concursado da TV Senado, atuou nos principais meios de comunicação do Brasil. Possui mestrado e doutorado e como pesquisador acadêmico, é na área de Comunicação Pública uma referência nacional. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas do DF e vice-presidente mundial da Federação Internacional dos Jornalistas, com sede em Bruxelas, e tem experiência na gestão pública, tanto em nível local, quanto Federal. Já atuou como gestor no Ministério da Saúde, na Universidade de Brasília, nas secretarias de Saúde e do Trabaho do GDF e na Terracap.

Tem participação atuante na defesa da Capital Federal, seu meio-ambiente, planejamento urbanístico e, como, jornalista tem denunciado insistentemente os desmandos que têm ocorrido no Distrito Federal.

E o que é mais importante: Chico Sant’Anna tem amor por Brasília, cidade onde viveu toda sua vida e onde nasceram e foram criadas suas três filhas.

Veja no vídeo a trajetória de Chico Sant’Anna



 

Entendemos que Chico Sant’Anna tem as credenciais necessárias para introduzir no Senado Federal um novo modelo de fazer política, de forma ética, transparente, plural, fiscalizadora, transformadora e compromissada com os anseios da cidadania. Um mandato que recupere a esperança e o orgulho dos brasilienses.

Brasília precisa de novas lideranças políticas, precisa de pessoas com este perfil, pessoas que não possuem vínculos com o atraso.

Brasília precisa de Chico Sant’Anna.

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