Por Chico Sant’Anna, com colaboração do Blog Gama Livre

Pressionado pelo seu partido, o PDT, o deputado distrital Israel Batista comunicou nesta terla-feira (24/4) que deixou a base parlamentar de Agnelo. Os cargos que ele mantinha no Executivo serão devolvidos ao governador.

Na próxima sexta-feira, anunciam os corredores do GDF, será a vez do PSB deixar o governo Agnelo. Há uma certa resistência por parte dos pessebistas que estão ocupando cargos no GDF ou que indicaram apadrinhados. Entre os mais resistentes, estaria  o distrital Joe do Vale. No seio do partido ele revela ser favorável a continuar na base de Agnelo. O mesmo estaria acontecendo com o secretário de Turismo do DF, Otávio Neves. Na semana que passou, presidente e vice da Ceasa, todos pessebistas, deixaram seus cargos.

A posição de Rodrigo Rollemberg seria a de se afastar totalmente do GDF. O PSB teria sido, inclusive, previamente avisado pelo senador Cristovam Buarque da saída do PDT. Cristovam teria dito: ” saiam logo ou vocês ficarão desgastados”.

Maio tende a começar quente no Buriti. De um lado, o enfraquecimento político de Agnelo com o distanciamento de dois tradicionais partidos da cidade, que sempre estiveram lado a lado com o PT. É plausível esperar uma posição em breve do PPS, que normalmente já não gosta do PT e só se coliga a ele quando vê a necessidade de somar forças para garantir a eleição de seus líderes ou cargos para seus militantes. O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, teria, inclusive, ameaçado intervir no PPS do DF, caso o partido não se afaste de Agnelo.

De outro lado, muita gente vai estar assanhada para ocupar os espaços deixados pelo PSB e PDT. Como ressaltou o blog Gama Livre, “vai ser um Deus nos acuda, para pegar o bolo, no grupo daqueles distritais que estão na base de Agnelo”.

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O PDT havia concedido um ultimato de 48 horas para o distrital Israel Batista escolher entre deixar a base do governo ou o partido. Se não saísse do GDF, seria expulso do partido. Se ficasse no GDF e no PDT, seria o senador Cristovam Buarque quem iria se licenciar do partido, que há muito já havia oficialmente deixado o governo de Agnelo. O parlamentar estava se sentindo muito incomodado com a posição do seu único distrital.

“Eu era cobrado diariamente pelas redes sociais de que criticava o Agnelo, mas mantinha cargos no GDF. Eu nunca tive cargo algum. O PDT rompeu há sete meses com o Agnelo. Comuniquei isso, pessoalmente, ao governador. O Israel não seguiu, na época, a decisão da da Executiva do partido” – explicou Cristovam.

O distrital optou agora por continuar no PDT. Oficialmente, disse que não podia deixar de assinar a convocação da CPI da Arapongagem e uma vez tendo assinado, não poderia continuar no governo e investigar o governo ao mesmo tempo.

“Pelo que se conhece do faro político de Israel, apuradíssimo, é possível que a sua saída seja semelhante à saída dele como subsecretário do Trabalho de Arruda. Quando ele pulou fora do governo arrudista, alguns dias depois Arruda estava às voltas com a polícia.” – diz o blog Gama Livre.

Agora o senador Cristovam Buarque e o deputado federal Reguffe, os dois do PDT/DF, estarão mais livres para exigir a apuração das denúncias que envolvem o governo do Distrito Federal