Políticos candangos na desnacionalização do Pré-Sal

Pré sal Plataforma por do solPor Chico Sant’Anna

O valor estimado das reservas do Pré-Sal é de 10 trilhões de dólares. Capaz de transformar o Brasil no terceiro maior produtor do mundo. É lá que a Petrobrás vem obtendo recordes atrás de recordes na produção de petróleo. Em maio, com apenas 52 poços operando nas Bacias de Santos e Campos, a empresa superou a marca de 1 milhão de barris/dia de petróleo e gás natural. O pré-sal já responde sozinho por 40% da produção de petróleo no país, hoje estimada em 2,9 milhões de barris/dia.

Na Câmara dos Deputados, projeto do senador José Serra quer acabar com a garantia de que a Petrobrás participe com pelo menos 30% em todas as explorações do Pré-Sal, como determina a lei atual. Aprovado, multinacionais poderão explorar sozinhas o petróleo e o gás. Isso significa menos empregos para brasileiros e menores repasses para os fundos sociais de Educação e Ciência e Tecnologia, inclusive para os do Distrito Federal, informam economistas.

Essa artigo foi originalmente publicado na coluna Brasília, por Chico Sant'Anna do semanário Brasília Capital.

Essa artigo foi originalmente publicado na coluna Brasília, por Chico Sant’Anna do semanário Brasília Capital.

A bancada candanga federal parece não dar muita importância ao que representa o Pré-Sal para o Brasil e os benefícios sociais que ele propicia. Com exceção da deputada Erika Kokai – PT, todos os demais sete deputados votaram a favor de que esse projeto de Serra seja votado na Câmara sob regime de urgência.

Pelo visto, Alberto Fraga-DEM, Augusto Carvalho – Solidariedade, Izalci – PSDB, Laerte Bessa – PR, Rogério Rosso – PSD, Ronaldo Fonseca – PROS e Rôney Nemer – PP querem que a abertura do Pré-Sal às multinacionais seja rapidamente materializada. As petroleiras estrangeiras agradecem tanto empenho candango.

Bancada Cunha

Curiosamente, essa pode ser chamada de a bancada Eduardo Cunha do DF. Também com exceção da deputada Erika Kokai – PT, todos os demais sete deputados apoiavam as ações de Eduardo Cunha, que renunciou a presidência da Câmara. Nesse affaire, Cunha, Alberto Fraga-DEM, Augusto Carvalho – Solidariedade, Izalci – PSDB, Laerte Bessa – PR, Rogério Rosso – PSD, Ronaldo Fonseca – PROS e Rôney Nemer – PP, parecem não estar exatamente defendendo os mesmos interesses do eleitorado que os elegeu. Agora que as coisas estão desandando mesmo, vamos ver como irão se posicionar na votação pela efetiva cassação de Cunha.

 

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Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
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