Codinome Beija-flor: livro recupera momentos da resistência à ditadura militar

Debate livro Aylé

O lançamente de Codinome Beija-flor contou com um debate trazendo testemunhos de lideranças do movimento de resistência à ditadura militar.

Preocupado com o uso e a troca de nomes e codinomes pelo pessoal que militava na luta armada, o jornalista Aylê-Salassié estudou como isso poderia afetar a personalidade ou o comportamento posterior daqueles que dela participaram. Assim nasceu o livro Codinome Beija-flor, centrado no submundo da resistência à ditadura militar, com destaques para militantes que em atuaram na Capital Federal ou que daqui sairam para outras cidades do país..

Aylê-Salassié examinou o período em que isso ocorreu, desenvolvendo uma exaustiva pesquisa, na qual  interliga diversos  eventos e os relaciona com as condições nacionais e internacionais daquele momento.

 Trabalhando de forma criativa, inteligente e com profundidade, documentos que retratam esse instante efervescente da história contemporânea do Brasil, ele fez uma avaliação crítica dos acontecimentos, à qual acrescenta uma boa dose de romantismo e algumas tiradas aparentemente ficcionais, com o fim de dar maior legibilidade e graça à narrativa. São passados mais de 40 anos. A precisão histórica é quase impossível . Por isso,  aos textos junta-se  um enfoque pessoal e sentimentos guardados, tornando difícil mesmo repassá-los com total fidelidade.

livro Aylé

Codinome beija-flor contou com um pré-lançamento, com direito a debate com antigas lideranças dos movimentos de resistência à ditadura militar.

O importante é que o exaustivo trabalho resultou nessa obra onde revejo, com emoção, saudosismo, nostalgia, alegria e tristeza, um tempo que vivi e que lembro com saudade e orgulho. Um período que deve ser lembrado e permanentemente reavaliado por todos, principalmente pelos que ainda lutam e acreditam num futuro mais justo, solidário e feliz para os brasileiros.

Codinome beija-flor contou com um pré-lançamento, com direito a debate com antigas lideranças dos movimentos de resistência à ditadura militar na noite de terça-feira, na livrarinha Sebinho.

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Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
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2 respostas para Codinome Beija-flor: livro recupera momentos da resistência à ditadura militar

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