Cordel candango para a biblioteca de Washington-DC

Os cordéis de Gustavo Dourado estão no acervo da The Library of Congress, nos Estados Unidos.

Na biblioteca do Tio San, o cordel criativo de Gustavo Dourado

Por Maria Félix Fontele

O dia em que Lampião encontrou Thomas Jefferson.

Este bem que poderia ser um tema para as aventuras contadas em cordel no sertão. Mas engana-se quem pensa que lá nas terras do Tio Sam eles ignorem a literatura de raiz brasileira, de origens lusitanas. Existe na capital norte-americana um acervo todo especial dedicado ao Cordel. E não é só cordel nordestino, não. Tem muita coisa feita no Planalto Central.

Pela terceira vez, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos (The Library of Congress) adquiriu livros e folhetos de cordel do poeta Gustavo Dourado. A bibliotecária Hanne Kristoffersen, especializada em literatura brasileira, fez a seleção e a compra das obras do escritor. Aos poucos, sua poética ganha o mundo, ela que já foi tema de dissertação de mestrado na Universidade Federal de Ouro Preto e de tese de doutorado na Sorbonne e na Universidade Federal da Paraíba. Além disso, o autor é pesquisado por estudiosos da França, da Itália, da Alemanha e dos Estados Unidos.

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Baiano, de Ibititá, no coração da Chapada Diamantina, Dourado foi alfabetizado no cordel e, em seus trabalhos, aborda diversos temas e experimenta várias linguagens artísticas.

Além de cordelista, Dourado é professor, poeta, ensaísta, escritor, jornalista e pesquisador. Atualmente é presidente da Academia Taguatinguense de Letras. Autor de 15 livros publicados, é premiado na Áustria e recomendado pelo World Poetry Day e World Portal Libraries, ambos da Unesco.

Baiano, de Ibititá, no coração da Chapada Diamantina, Dourado foi alfabetizado no cordel e, em seus trabalhos, aborda diversos temas e experimenta várias linguagens artísticas. Uma de suas habilidades é fazer cordéis contemporâneos e temas biográficos, divulgando a vida e a obra de grandes nomes da arte e da cultura. A exemplo dos cordéis para Ariano Suassuna, Clarice Lispector, Pixinguinha, Machado de Assis, Adélia Prado, Cora Coralina e tantos outros gênios. Uma verdadeira aula de história contemporânea. Com seu universo pujante e criativo, o poeta elabora a matéria prima da imaginação em versos.

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Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
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