Park Way: Palmeiras de Madagascar são as novas vítimas do Expresso DF

Expresso DF Palmeira 3-a

Texto e fotos (pelo celular) de Chico Sant’Anna

Elas foram plantadas em 2006 pela iniciativa de Ozanan Coelho, responsável pela direção do departamento de Parques e Jardins da Novacap. Foram posicionadas de forma a ornar os acessos da Via Epia às quadras do Park Way.

Pelo seu valor material, logo foram alvo da cobiça de espertalhões, mas sobreviveram a ação de vândalos – alguns que tentaram roubá-las logo após o plantio, mas que foram coibidos pela ação dos moradores do bairro, que pronto acionaram a polícia.

Depois de sobreviver aos marginais, agora, parecem não ter conseguido resistir à ação dos tratores e motoniveladoras que estão em ação nas obras de implantação da via exclusiva de ônibus do Expresso DF. Tratores a serviço do GDF, o mesmo que mandou plantá-las, mas ao contrário do passado, quando havia uma preocupação pública em remanejar plantas, mesmo que fosse um simples arbusto, hoje, a ordem parece ser de destruição total.

Leia também:

Este conjunto de palmeiras do tipo triangular de Madagascar é originário da África Oriental, África Central e, claro, de Madagascar e pode chegar a 15 metros de altura.

Às margens do retorno que dá acesso à entrada da quadra 26 do Park Way existiam quatro exemplares delas. Existiam, não existem mais. Poderiam ter sido remanejadas para alguns metros de distância, ale mesmo. Mas não o foram. Restou apenas o rastro dos tratores num espaço que em breve vai estar coberto de asfalto.

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Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Brasília - DF, Fauna & Flora, GDF, Meio ambiente, Park Way, Transporte Coletivo, Urbanismo. Bookmark o link permanente.

3 respostas para Park Way: Palmeiras de Madagascar são as novas vítimas do Expresso DF

  1. joão disse:

    essa cidade só tem palmeiras. chega a ser ridículo em todo final de obra vc ver a terracap plantando essas mudas, sendo que o cerrado tem inúmeras árvores q poderiam facilmente ser plantadas.

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    • OI João, seja bem-vindo ao blog e ao debate.
      Uma pequena correção, quem faz o plantio e atua na preservação do verde é a Novacap, a Terracap é ao contrário, pega área ainda não construída e coloca à venda para novas construções.
      Você pode até estar certo se as árvores mais apropriadas a serem plantadas nãoseríam asespécimes do cerrado, mas o debate aqui é a destruição do que já estava plantado. A exemplo dessas palmeiras, como registrei em outros posts citados neste texto, as obras do Expresso DF não tem a preocupação em remanejar plantas e o que canta alto é a moto-serra. Se não preservarmaos, não vai sobra um Ipê para florescer.

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  2. Pingback: BRT agride nascentes e não garante acessibilidade a usuários | Brasília, por Chico Sant'Anna

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