João-bobo

Foto de Evando F. Lopes, captada na Estação Ecológica Águas Emendadas. Texto de Chico Sant’Anna, com base em Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora) e Unicamp

Conhecida científicamente por chresta sphaerocephala, esta espécie é bem conhecida pelos nativos, os quais a chamam de sangue de tatu, chapéu-de-couro (MacLeish, 1985) e “joão-bobo”. A planta é facilmente reconhecida pelas folhas ovadas, com aspecto meio amarronzado. Em alguns herbários é muito confundida com C. scapigera, mas difere desta por não possuir folhas rosuladas na base e nem glaberescentes (Hattori, 2009).

Foto do portal http://www.flores-do-cerrado.eco.br/É uma planta perene, ou seja, dura o ano todo. Tem a forma de arbustos que podem chegar a 2,5 m de altura e é alvo predileto das abelhas (Silva, 2009).

Quanto ao estado de conservação, a espécie, Chresta sphaerocephala
(Asteraceae) encontra-se na lista das espécies da flora
ameaçadas de extinção, em especial em Minas Gerais, e está incluída na categoria vulnerável.

A planta é encontrada com maior facilidade em áreas de cerrado denominadas campo sujo seco (Hattori, 2009), campo limpo úmido (Amaral, 2008), e nos cerradões, principalmente, nos estados da Bahia, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Estudos realizados pela Unicamp apontam que os extratos metanólicos das folhas e do caule desta espécie apresentam atividade antioxidante com valores de IC50,
ORACFL e conteúdo de Fenólicos

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