Barbatimão é uma árvore pequena, nativa do cerrado brasileiro. Suas propriedades fitoterápicas já eram conhecidas pelos índios tupis e desde a chegada dos portugueses ao Brasil passou a ampliar o seu uso. Na medicina popular é conhecida por casca-da-virgindade.

 

Fotos de Evando F. Lopes, Chico Sant’Anna e Eurico Zimbres.
Texto de Chico Sant’Anna,
com base em O Globo – Cultura, Um pé de quê?, Wikipédia,Saúde Abril 

 

Quem caminha pelos Cerrado certamente já terá visto a flor o Barbatimão. Nas cores creme ou quase branco, ela chama a atenção pela sua forma alongada e delicada. Tem a forma de espigas cilíndricas, segundo os técnicos, mas um leigo dirá que lembra uma escova de limpar garrafas. Tem uma delicadeza toda delas. A floração ocorre entre meados de setembro até o final de novembro. Os frutos amadurecem no período junho a setembro

O barbatimão é uma espécie de acácia (acacia virginalis), também conhecido por barba-de-timão, barbatimão-verdadeiro ou casca-da-virgindade. É uma espécie de planta pertencente à família Fabaceae. É uma árvore pequena, nativa do cerrado brasileiro.

O barbatimão é uma espécie de acácia (acacia virginalis), também conhecido por barba-de-timão, barbatimão-verdadeiro ou casca-da-virgindade. É uma espécie de planta pertencente à família Fabaceae. É uma árvore pequena, nativa do cerrado brasileiro. Além do Distrito Federal, é também encontrada em vários estados brasileiros, notadamente em Minas Gerais, Goiás, Bahia, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

É da casca do Barbatimão que são retiradas as propriedades fitoterápicas. Foto de Eurico Zimbres.

A árvore

De tronco tortuosos e casca rugosa espessa e de cor clara, o barbatimão é uma árvore pequena. As folhas são alternadas, compostas bipinadas com cerca de cinco a oito pares de pinas, os foliólulos são arredondados e ovalados. Seus frutos são vagens grossas, carnosas de cor castanho-claras com muitas sementes de cor parda, a floração é em setembro

Em algumas áreas urbanas de Brasília, como nessa imagem colhida no cerrado que circunda a quadra 15 do Park Way, o Barbatimão ainda pode ser encontrado. Foto de Chico Sant’Anna.

Uso medicinal

Por de trás de suas cascas grossas, típicas do cerrado, se esconde uma grande capacidade fitoterápica. Elas contém alto teor de tanino, o que atrai tanto os adeptos da medicina popular quanto a indústria química, em especial os coreiros. Embora a planta seja considerada tóxica para os herbívoros, em especial para o gado, na crença popular ele é considerado a “casca da mocidade” ou o “amigo da mulherada”, pois teria a capacidade de restaurar a virgindade. Os índios já o conheciam como ybá timõ ou “árvore que aperta”. Em 1812, o médico e botânico português, Bernardino Antônio Gomes, registrou que por ser rica em taninos, a casca do barbatimão era fortemente adstringente. Na época já era empregada como cicatrizante, mas também para tratar doenças venéreas. Dizia ainda o pesquisado que ela teria a capacidade de reparar a relaxação dos órgãos genitais femininos.

Na medicina e mesmo na cosmetologia, os produtos derivados do barbatimão tem aplicações diversas. A indústria da estética já o descobriu como grande ator no combate as estrias de pele, havendo, inclusive, cremes industrializados à venda.

Casca retirada para preparo de fitoterápicos. Dependendo da destinação ela pode ser cozida, curtida no álcool ou infusão.

Um estudo de 2007 concluiu que o extrato de barbatimão tem efeito de reduzir a sensação da dor. O extrato hidroalcoólico do barbatimão apresentou atividade contra cepas da bactéria Staphylococcus aureus o que pode ser uma alternativa para o tratamento de infecções causadas por estes microrganismos, já que há casos constados de resistência da bactéria ao tratamento da penicilina. Também já se constatou sua capacidade neutralizante de picadas da jararaca-pintada (Bothrops pauloensis).

Às cascas do caule atribui-se ação adstringente e anti-séptica, sendo usadas na forma de caldo cozido, por via oral, em casos de blenorreia, hemorragias, úlceras e uretrites. Externamente pode ser usada no tratamento de feridas ulcerosas e pele oleosa. O extrato alcoólico da casca do caule é recomendado para tratar inflamações de garganta, diarreia, corrimento vaginal e até mesmo contra a calvície : costuma-se usar o macerado de folhas em água, com cascas e raízes picadas diretamente no local. Outras propriedades atribuídas a planta pela medicina popular são: cicatrizante, hemostático, no tratamento de feridas, contra diarreias e para “limpar” o útero após o parto.

A espécime também é recomendada nos trabalhos de arborização urbana. É bastante ornamental, pela forma da copa e delicadeza da folhagem e é indicada nos trabalhos de paisagismo de ruas estreitas. Foto de Chico Sant’Anna.

Preservação

Por estar numa área considerada de nova fronteira do agronegócio e da expansão urbana das cidades sobre as áreas rurais, o Barbatimão pode estar ameaçado de extinção.

É de especial interesse pela indústria do couro por conter tanino. Possui também grande potencial de utilização para produção de painéis compensados de madeira, sem que necessite da associação com o adesivo fenol-formaldeído.
O uso na indústria de medicamentos ou mesmo na de chapas compensadas poderia ser um estimulo a preservação e até mesmo ao cultivo do barbatimão. Infelizmente, essa rqieza da natureza está desaparecendo.

A espécime também é recomendada nos trabalhos de arborização urbana. É bastante ornamental, pela forma da copa e delicadeza da folhagem e é indicada nos trabalhos de paisagismo de ruas estreitas.

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